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E lá se foi mais um ano: 2016

Após disparar 4 anos na Standard e 1 ano na Production, achei que poderia ter alguma dificuldade de readaptação na minha boa e velha pistola Open.

Entretanto, ao contrário do que imaginei, os 5 anos de “Iron Sight” me fizeram evoluir em muitos fundamentos. Alguns até que eu desconhecia. A Production em específico, é uma divisão mágica. Se fizer um ou outro Charlie, mesmo com tempo mais baixo, normalmente você irá perder o estágio. É uma baita escola no sentido matemático do jogo do IPSC.
A troca de divisão é sempre muito válida, no meu ponto de vista. Basta reparar nos ponteiros pelo mundo, principalmente os americanos, que estão sempre “pulando” de divisão. No Brasil ainda não temos essa cultura, mas talvez seja questão de tempo.

Já percorri uma longa estrada. São 20 anos dedicados ao esporte, e sinto que nos últimos 3 amadureci bastante. Aprendi a controlar melhor minha mente, a administrar a ansiedade e o que sempre foi mais difícil para mim, lidar com minha própria pressão. Por não ter treinado nesse ano, fui obrigado a disparar com mais tranquilidade e segurança para não errar. A estratégia funcionou e foi nesse ano que fiz as minhas 2 melhores provas internacionais da minha vida. Finalizei o Flórida Open (vídeo) em primeiro lugar, sendo o único competidor sem penalidades em uma prova difícil e extremamente técnica. E no Campeonato Europeu, que aconteceu na Hungria, fui vice-campeão disparando bem e também limpo. Tive apenas uma falha grave na pista 6 da prova, que pode ter custado o título.

Abaixo segue o vídeo do European Handgun Championship de IPSC 2016 sediado na Hungria e mais abaixo a última etapa do Campeonato Brasileiro sediado na cidade de Medianeira/PR (com direito e conhecerem meus técnicos no final do vídeo, rs…):

European Handgun Championship – Hungria 2016

Etapa Final do Brasileiro de IPSC – Medianeira/PR 2016

Um agradecimento especial a estes caras abaixo. Sem eles nada disso seria possível.

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Tanfoglio – www.tanfoglio.it

Guga Ribas – www.gugaribas.com.br

Lyon Bullets – http://projeteispintados.wordpress.com

Crossfit Campo Belo – crossfitcampobelo.com

Geco – geco-munition.de/geco-world/ruag.html

Clube de Tiro Águia de Haia – www.aguiadehaia.com.br

Tachyon – www.tachyoninc.com

Fellows – www.fellows.com.br

AHM – michael.ewerton@oi.com.br

Spotblu – silvio@sportblu.com.br

Rockcastle 3 Gun Pro Am 2016

Minha primeira prova oficial de 3 gun disputada em Agosto deste ano (2016). Prova dinâmica onde atiramos com pistola, rifle (AR15) e Shotgun. Acredito que esta modalidade é o futuro!
Pelo que eu pude perceber, não existe um expert nos 3 tipos de arma. Cada um tem a sua especialidade e pelo menos uma deficiência. A minha, por exemplo, foi o rifle. Devido não poder atirar de AR15 no Brasil, eu acabei tendo um pouco de dificuldade, principalmente no início da prova. Atirar em alvos de 5 a 400m não é tão simples… Mas foi uma experiência incrível. Uma das provas mais divertidas que eu já atirei até hoje.
Fiquei em 4º lugar na divisão Open e em 7º no geral.

Florida Open 2016 na visão de uma leiga espectadora

27/fevereiro/2016 7 comentários

por: Tatiane Tie

Decidimos de última hora ir ao campeonato. Após alguns dias exaustivos de trabalho achei que merecia umas férias e no dia 4 de janeiro compramos nossas passagens.

Não lembro do Jaime ter mencionado sobre expectativa para esse campeonato e sei apenas que treinou 2 dias antes da prova. Ainda no Brasil falei que ele não deveria ficar chateado se não fosse bem porque realmente não se preparou.

No dia anterior a prova passamos no stand em Fostproof para ele dar uma olhada nas pistas. Ele me mostrou o Shannon Smith atirando e disse que era dos bons! Mas tava mesmo ansioso para atirar com Max Michel, atual campeão mundial de Open.

Shannon tinha avisado o Jaime que Max Michel atiraria na sexta no super squad, e por conta disso ele optou por atirar no mesmo dia. Infelizmente ele não compareceu. Jaime, como sabe a maioria, não teme desafios e por ser competitivo gosta de atirar com os feras.

No super squad estavam os brasileiros Caciano e Tiago Ordine, dois americanos e uma turma super animada da Jamaica. Entre eles dois dos bons – Lesgar “Speed” Murdock e Rory Wilson.

Como em todos os outros campeonatos grandes que acompanhei, bastou uma pista para o pessoal começar a falar com ele e logo na primeira pista Speed pediu para o Jaime ir mais devagar: “slow down”.  Fazia muito tempo que não via o Jaime atirar de Open e foi espetacular!!

Nas primeiras pistas foram mais de 4 segundos dos maiores concorrentes. Fiquei toda orgulhosa observando os cumprimentos e elogios dos ROs e também dos concorrentes.

Sou esposa e portanto, suspeita, mas tenho absoluta certeza que ele recebe cada elogio com surpresa e muita satisfação. Como se realmente não soubesse o quanto é bom. E na minha opinião, isso o torna ainda melhor.

Em uma das pistas tomamos um susto quando anunciaram miss. O mais bacana é que um dos jamaicanos da mesma categoria que o alertou que havia um tiro dentro do outro. Chamaram o ranger master e foi comprovado. Jaime atirou uma prova limpa e sem penalidades.

No final da prova já imaginava que poderia ganhar. Mas ainda faltavam os atiradores de sábado e domingo.

Felizmente ninguém chegou perto e ele foi o campeão do Flórida Open 2016. Na entrega da premiação, Shannon disse que o Florida Open não é uma prova qualquer e praticamente ninguém passou sem penalidades com exceção do Jaime. Disse também que ele fez uma boa prova e que havia tomado uma surra, 6%. Mais uma vez fiquei cheia de orgulho vendo tanto atirador elogiando e exaltando a vitória do meu menino. Foi uma linda reestreia. Foi lindo de ver!

 

Fl Open 16 results

Resultado geral: http://www.uspsa.org/uspsa-display-match-results-detail.php?indx=16729&division=Open&guntype=Pistol

 

Panamericano de IPSC 2015 – Cuiaba/MT

O Pan deste ano foi realizado no Clube Pantanal, na cidade de Cuiabá/MT. Contamos com a participação de 15 países e apenas 300 atletas. A organização da prova foi impecável. O horário foi respeitado e todos trabalharam firme debaixo de um calor de 40ºC.

A prova estava mais travada do que aberta. Tivemos aproximadamente  3 pistas rápidas, sendo todas as outras com alvos tarjados, no shoots, plates distantes e uma pista de mão fraca muito difícil. Nessa pista tinham poppers, plates e 2 móveis distantes, sendo que 70% da turma da Standard, 78% da Production, 37% da Open, 88% da Classic e 100% do Revolver fizeram um hit factor abaixo de “1” e aproximadamente 50% desta turma zeraram a pista. Na minha visão essa pista foi complexa demais e talvez desnecessária.  Outra pista problemática foi a do bonde de número 7 – ninguém atirou nos 2 alvos em movimento a mais de 20m com no shoot central. Lógico que todos optaram em atirar nos alvos parados e parcialmente cobertos. Achei também, que faltaram pistas com mais opções de estratégia. A maioria só tinha uma ou duas forma de resolver, saindo na esquerda ou saindo na direita. Entretanto, isso não tirou o brilho da competição, que diante do nível técnico (precisão) foi digna de uma prova internacional nível IV.

Meu desempenho não foi dos melhores. Em alguns momentos me senti completamente desligado da prova, outros estava “pilhado” demais e isso me custou caro no primeiro dia de prova. Talvez os 4 dias debaixo de sol ministrando curso na cidade vizinha em Rondonópolis na véspera do Pan, tenham me causado um cansaço extra. Finalizei o dia em segundo lugar com 4 pontos atras do Alvaro Neto da Bahia. Já no segundo dia, cometi pequenos erros e continuei desligado, porém atirei melhor e retomei a ponta sem nenhuma penalidade. Finalizei o dia com 70
pontos na frente do argentino Patricio Roitman (Pato), resultado que me deixou bem confortável para o útimo dia de prova. Das 6 pistas restantes, fiz as 3 primeiras muito bem abrindo uma boa margem e as 3 últimas, infelizmente, fazendo uma penalidade por pista. Consegui finalizar o campeonato em primeiro lugar com 77 pontos na frente que representou 5% do total de pontos disputados. Ti Campeão Panamericano!

Depois de quase 5 anos disparando de Standard, resolvi dar uma pausa. Este Pan foi a minha despedida dessa divisão que me fez aprender muito. Nestes 4 anos e 11 meses participei de aproximadamente 80 provas e perdi apenas 6 (5 internacionais e 1 no Brasil). Não consegui meu objetivo principal de ganhar o mundial do ano passado, mas em compensação ganhei uma bagagem gigantesca. Hoje, sou um atirador muito mais completo do que há 5 anos atrás. De agora em diante vou buscar novas motivações na Production e voltar às minhas origens na Open. Mas pra ser sincero, vou mesmo em busca da diversão! Isso é o que importa daqui pra frente.

Parabenizo a todos da organização deste evento e a família Molina pela generosidade e hospitalidade. Agradeço meus patrocinadores: Tanfoglio, Lyon Bullets, GR Company e Ruag/Geco. Agradeço a todos que estão sempre na torcida me incentivando e é claro a minha esposa Tati que sempre me apoia, mesmo tendo que ficar sozinha por muitos dias do ano devido as incansáveis viagens de cursos e competições.

Vídeo exibido no Globo Esporte regional Mato Grosso no dia 11/08/2015 após o evento:
http://globoesporte.globo.com/mt/videos/t/globo-esporte-mt/v/cuiaba-sediou-pan-americano-de-tiro-pratico/4385637/

Overall Pan STD 2015

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ProAm Shooting 2015 – Frostproof/FL

O ProAm Shooting é uma modalidade criada nos EUA e um pouco diferente das outras. No IPSC tradicional ou na USPSA temos o ponto dividido pelo tempo de cada pista, ou seja, quanto mais pontos somados no menor tempo possível, melhor. No Steel Chalenge, contamos apenas o tempo dos 4 melhores dentro das 5 passadas de cada pista, sendo 8 no total. Já no ProAm temos um tempo limite para derrubar o máximo de alvos metálicos na pista. Por exemplo, numa pista com 50 metálicos com diversos postos de tiro, eles te darão um tempo de 20 segundos. O objetivo é derrubar o máximo de alvos possíveis antes dos 20 segundos, sendo permitido apenas 10 munições por carregador. Quem derrubar mais dentre todas as pistas vence. Caso aconteça um empate, é feito um shoot off para definir o vencedor.

Além disso, eles dividem os competidores entre profissionais e amadores. Na “Pro” vale dinheiro e na “Am” mesa de premiação com prêmios muito bons. Já que estava lá, acabei optando pela Pro. Fazia tempo que queria participar desta prova e a experiência valeu muito a pena.  Sem dúvida nenhuma, foi uma das provas mais divertidas que já participei. Fiquei no mesmo squad do Max Michel – atual campeão mundial de IPSC na divisão Open, Dave Sevigny – bi campeão mundial Production, Shannon Smith – atual campeão do ProAm 2014, Jessie Duff – a melhor americana de Tiro Pratico e de mais outros top shooters americanos.

Comecei a prova totalmente perdido e na terceira pista comecei a me igualar aos caras. Este meu início me custou caro, mas consegui finalizar a prova em 3º lugar. Conclui a prova super satisfeito e de quebra ganhei uns dólares. Lógico que o objetivo do esporte não é ganhar dinheiro, caso contrário os atiradores brasileiros já teriam desistido. Porém é muito mais motivador quando existe um prêmio a ser alcançado. Por isso os americanos são mais profissionais e generalizando são os melhores. Nossos dirigentes deveriam pensar um pouco mais nos atletas e consequentemente em elevar o nível do nosso esporte, não apenas em benefício próprio e política interna.

 

 

 

 

 

3ª Etapa do Brasileiro de IPSC 2015 – Anápolis/GO

Nesse último final de semana participei da 3ª etapa do Campeonato Brasileiro, dessa vez na cidade de Anápolis.

Eu, meu pai e nosso amigo Mauro Thompson, partimos de SP de moto, na sexta-feira às 6:30h da manhã. Após rodar 1000 km, enfim chegamos ao nosso hotel. Arrumamos nossas malas, jantamos e “capotamos”.

No primeiro dia de prova acordamos às 5:15h para chegar a tempo no estande. A prova começaria às 7h, mas devido a alguns contratempos só teve início após às 8h. Por volta das 10h ainda houve uma pausa para a abertura (tardia) do evento.

Mesmo com esse atraso, a prova fluiu bem e terminou no horário previsto.

As pistas estavam com nível técnico mediano. A maioria dos alvos estavam de curta a média distância, onde a principal fonte de acréscimo nos tempos foram os “extra shots” nos alvos metálicos. Os experientes notaram isso rapidamente e trataram de caprichar o tiro nos diversos mini plates espalhados pelas pistas.

Na primeira pista e num alvo fácil a 10 metros, fiz meu primeiro e único miss, o que me colocou no eixo e me deixou mais atento no decorrer do dia.

Atirei firme, coloquei bem os tiros e consegui uma boa constância durante toda a prova. Finalizei o primeiro dia com 60 pontos à frente do Felipe e 80 do Ishihara. No segundo dia, mantive minha constância enquanto Felipe e Ishihara tentaram recuperar alguns pontos, entretanto acabaram errando mais.

Conforme planejei, farei todo o Campeonato Brasileiro de Production com minha Stock II da Tanfoglio.

O resultado final da Production foi: 120 pontos ou 10% na frente do Felipe e 165 pontos ou 14% do Ishihara. Só por curiosidade jogaram meu resultado atirando de Production (fator menor) na Standard e na Open. Ganharia nas duas também. Abriria 10% para o campeão Alvaro da STD e 7% do Leandro na Open. Isso mostra que atirar de fator menor nestas divisões, principalmente na Std, não é tão ruim quanto todos imaginam.

Resultado do Overall: http://www.cbtp.org.br/resultados

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Lyon Bullets

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1ª Etapa do Brasileiro de IPSC 2015 – RJ

A primeira etapa do campeonato brasileiro desse ano foi diferente pra mim. Fiz minha estréia na divisão Production aqui no Brasil. Após um ano de muita dedicação para o mundial, em 2015 decidi me divertir nas 3 divisões principais – Open no Campeonato Paulista, Production no Brasileiro e Standard no Panamericano. Algumas pessoas andam me chamando de louco, mas a ideia é mostrar que é possível ser competitivo em todas as divisões, assim como a maioria dos top shooters mundiais fazem.
Cada divisão tem suas particularidades, e os fundamentos requisitados nem sempre são os mesmos. Com isso, o estudo deve ser muito mais abrangente e é necessário ter mais cartas na manga caso meu objetivo seja vencer em todas as categorias.

De um modo geral a prova estava travada e sem fluidez. Mas não deixou de ser uma prova técnica e interessante. O grande número de mini targets foi um fator que obrigou todos os atletas a capricharem nos tiros. E quem acelerou, dançou.
Iniciei a prova sem pretensão alguma, e logo nas primeiras pistas, depois de perder todas para o Felipe Sarkis e Ishihara, percebi que o tempo não é um fator tão determinante nesta divisão. Mesmo sendo mais rápido, perdi estas pistas por causa de 2 ou 3 Charlies a mais que eles. Imediatamente mudei meu foco para fazer alfa e segui firme até o final. Cometi apenas um erro grave durante a prova toda e consegui vencer com uma margem de 9%.

Atirei de Tanfoglio Stock II tradicional com kit completo Xtreme. Projétil da Lyon de 130gr com 4,9gr de pólvora 217. E cinto completo da Guga Ribas (coldre novo universal, cinto, porta carregadores e um magnético). Considero este conjunto o melhor da atualidade.

Resultados das divisões (overall)

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