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IPSC World Shoot – Chateauroux/France

27/setembro/2017 3 comentários



O campeonato mundial 2017 de IPSC aconteceu em Chateauroux – uma cidade no centro da França com aproximadamente 40 mil habitantes, localizada a 270 km de Paris. A prova aconteceu entre os dias 27 de agosto a 3 de setembro, com a participação de 1500 atletas de 87 países, disputando em 5 divisões – Open, Standard, Production, Classic e Revólver. O World Shoot de IPSC acontece a cada 3 anos e é como se fosse a nossa copa do mundo de futebol. Foram 6 dias de competição, disputando o lugar mais alto do podium.

Esse foi meu 7° campeonato mundial, e depois do mundial de 2011 e 2014 disputando de Standard, retornei as minhas origens e voltei a atirar de pistola Open. Infelizmente não consegui treinar o quando gostaria e deveria, mas me preparei o tanto que pude e realmente fui muito confiante a conquistar o título de campeão mundial. Sempre soube que disputaria de igual para igual, com pelo menos 15 atletas do mesmo nível – entre eles, o campeão mundial de 2014, o europeu de 2016, além dos campeões da Australasia e os tops Americanos. Mas segui confiante desde o início. Meu objetivo era fazer meu tiro. Fazer o que sei e não errar.

No primeiro dia de prova (segunda-feira) estava bem tenso e comecei numa pista grande. Na pista de nº 20 tivemos alvo a 25 metros, muitas chegadas de posto, tiro em movimento e 3 alvos no final para “acelerar”. A adrenalina era grande e se pudesse não escolheria essa pista para iniciar a prova. Fiz o melhor tempo, porém com charlies a mais do que deveria. Para minha surpresa, no final do dia descobri que havia ganho a pista, não poderia ter começado melhor. Depois, fiz uma pista péssima de mão fraca e outras razoáveis. No final do dia arrisquei em um alvo móvel, o que não deveria, e acabei fazendo meu primeiro miss da prova. Finalizei o dia em 8° a 28 pontos do KC Eusebio (EUA), que iniciou a prova liderando.

No segundo dia (terça-feira) fui cuidadoso e um pouco mais lento. Ganhei mais 1 pista e finalizei o dia bem e satisfeito. Subi para a 5° colocação.

O terceiro dia (quinta-feira, após a quarta de folga) foi um pouco pior, sem penalidades, mas atirei muito mal na pista grande. Com isso perdi pontos preciosos e voltei para a 7º colocação, a 22 pontos do Max Michel, que “destruiu” a área 1.

Meu quarto dia (sexta-feira) foi impecável. Atirei bem todas as pistas da área 2, assim como meu companheiro de squad – Jorge Ballesteiros. Esse foi meu melhor dia, e tanto eu quanto Jorge subimos muito. Finalizei em 3° a 16 pontos do Jorge, que assumiu a liderança, e a 2 pontos do KC Eusebio que estava em segundo.

Considero o último dia dessa competição (sábado) o dia mais importante da minha carreira. Estava bem tenso e comecei na pista 14 – com 3 poppers em 2 posições ajoelhado. Atirei bem e ganhei a pista. Na seguinte – pista 15 do túnel de cooper, tive um extra shoot e a pontuação não foi das melhores. Entretanto, fiquei “no bolo”. Na de nº 16 – a pista da algema, infelizmente não dei sorte. O nó rodou pra dentro e a corda ficou curta. Com isso não consegui alcançar o popper da esquerda. Perdi quase 4 segundos e 18 pontos apenas nessa pista. Lógico que isso me desestabilizou, mas segui confiante para a pista grande do dia. Pista 17 – a maior e mais difícil do mundial de 2017.  Nessa pista tínhamos 2 estratégias principais: a primeira seria ir até o final da pista e finalizar em um alvo visível a 45 metros de distância através de uma janela baixa. Na segunda estratégia eliminaríamos uns 15 metros de corrida. Entretanto, esse mesmo alvo que faríamos ajoelhado, teríamos que fazer a 55 metros, estando ele parcialmente visível logo da “start line”. Lógico que essa estratégia seria muito mais arriscada, mas fizemos um cálculo rápido e ganharíamos de 5 a 6 segundos. Jorge foi o primeiro na pista e optou pela segunda estratégia. Ele fez a pista em 23 segundos e limpa. Impecável! Eu também rodei em 23 segundos, mas infelizmente tive um miss no alvo complicado. Mesmo com o miss fiquei bem classificado. Entretanto, nesse momento, o título de campeão do mundo escapou do meu alcance.

Faltavam 2 pistas para acabar. A 18 foi uma pista pequena e todos os competidores que estavam na disputa fizeram na média.  A última pista, de número 19, foi uma pista estranha na qual tínhamos umas 10 estratégias para escolher. Talvez por ser a última e pela tensão de todos, o walk through foi bem bagunçado. Pareciam 18 “perdidos” tentando encontrar a melhor maneira de resolver a pista. Meu pai havia me passado uma boa estratégia, mas mudei um detalhe. Após o bip, meu primeiro conjunto de alvos foram 2 alvos na vertical com 1 no-shoot no meio. Quando mudei de alvo, meu terceiro tiro tocou no no-shoot por não ter compensado o paralax. Esse alvo estava a menos de 5 metros de distância. Nesses poucos segundos, mil coisas passaram pela minha cabeça: ” perdi o podium por burrice minha, próxima chance só em 3 anos, nano to acreditando…”. Com isso foi notável o quanto me perdi na pista. Perdi o foco, errei feio e perdi mais 20 pontos muito preciosos. Verificando a pontuação no final, o tiro acabou não cortando a linha do no-shoot. Felizmente escapei de algo ainda pior.

Foi esse o meu mundial de 2017 e finalizei em quarto lugar. Na minha opinião, passou bem longe de ser um exemplo de prova. Não foi a minha melhor prova da vida, mas foi meu melhor mundial até hoje. Sigo contente por ter feito uma prova consistente e disputado lado a lado com atletas do mesmo nível. Fiquei decepcionado pelo meu último dia mas entendo que faz parte. Todos erram, mas quem ganha é quem erra menos. Mais um grande aprendizado e o melhor, eu senti o cheiro da vitória. Sigo com o mesmo objetivo de alcançar o título de campeão mundial em 2020. E da maneira que sempre fiz e aprendi com meu pai, vou seguir competindo de maneira ética, respeitando meus adversários e exigindo sempre o melhor de mim.

 

Não poderia deixar de agradecer as pessoas que me fizeram chegar até aqui. Sem eles eu não seria nada. Meu muito obrigado ao Mr Massimo, Mattia e Cristian da Tanfoglio, ao Marcelo Morbin da Lyon Bullets, ao Guga Ribas, Pedro Ribas, Diana e toda a equipe GR Company, ao Clube de Tiro Águia de Haia, a minha madrinha Maria do Carmo da Geco/Ruag, ao Raymond da Tachyon, ao Silvio da Sportblu, ao Michael Ewerton da AHM, ao Bob e Sahão da Crossfit Campo Belo, ao meu amigo Totti, ao André Lourenço que editou o vídeo acima, a todos aqueles que torcem por mim e em especial a 3 pessoas que sempre estão do meu lado independentemente de qualquer coisa: meu pai Roberto Saldanha, minha mãe Suzana e a minha esposa Tati. Sem palavras…

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Team Tanfoglio Brasil 2017 – Dália Amorim

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Praticantes e apaixonados pelo tiro prático como somos, eu e meu pai estamos sempre em busca de novos talentos.

No meio do ano passado, através do Facebook, vi um vídeo de Dália Amorim, uma atiradora de Maceió, que havia começado no IPSC há pouquíssimo tempo. Esse vídeo me chamou a atenção por um motivo – normalmente, quem começa no esporte, por mais preparado que esteja fisicamente, não consegue se movimentar com tanta facilidade. O que vi na Dália foi justamente o oposto – deslocamentos com explosão e velocidade,  porém sem muita técnica.

Na penúltima etapa do brasileiro em Manaus, tive o prazer de conhecê-la. Falei a respeito dos deslocamentos e perguntei quais eram suas pretensões no tiro prático. Dália agradeceu, disse o quanto se identificou pelo IPSC, e que desde então o esporte era sua prioridade. Me disse ainda, que era muito competitiva e que nunca deixaria de praticar o tiro.

Conversamos sobre meus cursos e 2 meses depois, ela veio para SP para 2 dias de aprendizado junto da nossa super campeã das antigas Carol Faci.

Se me dissessem para definir a Dália em uma palavra, eu diria: persistência! Ministro cursos com meu pai desde 2000 e vi poucas pessoas com a dedicação e força de vontade dela.

dalia_02Devido a imensa vontade de crescer e também atirar fora do Brasil, Dália viu a  necessidade de migrar para uma divisão oficial. Logo de cara eu indiquei a Production, que na minha opinião é a divisão mais interessante atualmente.  O objetivo era iniciar 2017 de equipamento novo. Ela foi atrás e há duas semanas, Dália já está com a sua Tanfoglio Stock II prontinha.

Mesmo com pouca experiência, ela já mostrou que não chegou para brincar. No seu primeiro ano de IPSC já finalizou como vice campeã brasileira na categoria Damas Light. O talento da Dália para o esporte, somado a dedicação nos treinos e persistência em busca da perfeição,  fizeram com que nós, da Tanfoglio Brasil e Cursos Águia , a convidássemos com muita honra a participar do nosso time.

Bem vinda, Dália! Que você venha para somar e tenha um brilhante futuro no nosso amado tiro.

 

Um pouco mais sobre Dália:

1) Como e quando foi seu primeiro contato com o tiro?
R: Meu primeiro contato com o tiro foi em 25 de Julho de 2015, onde ocorria uma prova de carabina de ar. Vi o convite aberto ao publico em um conteúdo informativo na academia e decidi participar. Até então sem nenhuma intenção de me tornar uma atleta de tiro esportivo. Tive a felicidade de conhecer o presidente do clube CATO (Clube Alagoano de Tiro Olímpico) e o interesse de conhecer o esporte mais a fundo. Após algumas semanas iniciei o treinamento de uma modalidade do tiro esportivo chamada “Duelo 20 segundos”. Nesta modalidade eu atirava com 5 armas curtas (pistola maior e menor, revolver maior e menor e snub). Comecei a participar das provas estaduais e logo me confederei a CBTE, participando das provas nacionais até Junho de 2016.

dalia_032) Como o Tiro Pratico surgiu na sua vida?
R: Em outubro de 2015 tive minha primeira vivência com o IPSC e no mesmo mês já participei da minha primeira prova no estado de Pernambuco. Achei esta modalidade muito desafiadora por envolver destreza sem perder a precisão. Desde então me propus a viajar pelo nordeste e adquirir mais experiência de prova e conhecimentos teóricos. Durante um pouco mais de 6 meses pude ir a provas em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia, após este período resolvi abandonar o tiro esportivo e me dedicar apenas ao IPSC, me confederei a CBTP e fui em todos os nacionais conseguindo o titulo de vice-campeã brasileira na divisão light, categoria damas. 

3- Quais os esportes já praticou e/ou pratica?
R: Venho de uma vida esportista e sempre cheia de desafios. Durante quase 4 anos fui surfista de body boarding, competi por um pouco mais de 2 anos corrida aventura, e no decurso de 6 anos fui atleta de alto rendimento de jiu jitsu pelo clube Gracie Barra. Hoje pratico musculação e exercícios funcionais que estimulem melhorias nas habilidades motoras voltadas para o IPSC. 

4- Como se sente indo para a divisão Production? Notou muita diferença da Glock 380 para a Tanfoglio Stock II 38sa?
R: Agora nesse ano de 2017 inicio um novo ciclo da minha jornada de atleta de tiro prático. Uma nova divisão (Production), nova arma, um novo calibre, algumas mudanças nas regras e muitos planos. Sem dúvida é praticamente um recomeço.  Sair de uma de Glock para um Tanfoglio é uma grande e notável mudança já no primeiro contato. Material, peso, gatilho, recuo, precisão, equilíbrio e até as mãos estão se adaptando aos novos calos. Ah! Por falar em equilíbrio, isto foi o mais senti. Apesar de estar atirando com um fator consideravelmente maior do que atirava, a Tanfoglio mostrou-se uma arma muito equilibrada e aí também entra o fator precisão. 

5- Como é sua rotina de treinos?
R: Treino em seco pelo menos 3 vezes por semana, 1 vez por semana vou até o Espaço Tático (estande indoor do meu amigo Flavio) e 1 vez por semana no CATO (estande aberto) onde treino exercícios mais complexos. Vale ressaltar que agora, após os treinamentos com o Jaime Saldanha Jr, eu aprendi como se deve treinar de verdade. Não faço muitos disparos por treino devido o alto custo dos insumos.

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Jaime e Dália em um dos cursos avançados realizados em Maceió em Jan/17.

6- O que acha do tiro em Maceió e no Brasil?
R: Apesar da antiga relação do país com o esporte, algumas pessoas ainda associam a prática do tiro com algo violento e espantoso, entretanto acredito que a marcante presença do tiro esportivo agora nas olimpíadas de 2016 tende a melhorar e mudar um pouco esse cenário. Já como CAC, citaria inúmeras dificuldades que nos deparamos e que comprometem nossa prática e consequentemente nosso desempenho. A começar por alguns incisos do R105, mas no momento não tornarei o assunto extenso. 

7- Quais são suas pretensões a curto prazo no Tiro Prático?
R: Neste ano de 2017 almejo o título de campeã brasileira na Production Damas e subir gradativamente no overall desta divisão. Pretendo fazer também algumas provas internacionais para ganhar experiência.

8- Possui algum outro apoio/patrocínio? Quais?
R: Além do apoio de vocês da Tanfoglio Brasil e Cursos Águia, eu recebi um apoio do Guga Ribas e da Lyon Bullets. Já estou usando todos os produtos da GR e os projéteis de 145gr modelo D20 da Lyon Bullets.

 

 

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E lá se foi mais um ano: 2016

Após disparar 4 anos na Standard e 1 ano na Production, achei que poderia ter alguma dificuldade de readaptação na minha boa e velha pistola Open.

Entretanto, ao contrário do que imaginei, os 5 anos de “Iron Sight” me fizeram evoluir em muitos fundamentos. Alguns até que eu desconhecia. A Production em específico, é uma divisão mágica. Se fizer um ou outro Charlie, mesmo com tempo mais baixo, normalmente você irá perder o estágio. É uma baita escola no sentido matemático do jogo do IPSC.
A troca de divisão é sempre muito válida, no meu ponto de vista. Basta reparar nos ponteiros pelo mundo, principalmente os americanos, que estão sempre “pulando” de divisão. No Brasil ainda não temos essa cultura, mas talvez seja questão de tempo.

Já percorri uma longa estrada. São 20 anos dedicados ao esporte, e sinto que nos últimos 3 amadureci bastante. Aprendi a controlar melhor minha mente, a administrar a ansiedade e o que sempre foi mais difícil para mim, lidar com minha própria pressão. Por não ter treinado nesse ano, fui obrigado a disparar com mais tranquilidade e segurança para não errar. A estratégia funcionou e foi nesse ano que fiz as minhas 2 melhores provas internacionais da minha vida. Finalizei o Flórida Open (vídeo) em primeiro lugar, sendo o único competidor sem penalidades em uma prova difícil e extremamente técnica. E no Campeonato Europeu, que aconteceu na Hungria, fui vice-campeão disparando bem e também limpo. Tive apenas uma falha grave na pista 6 da prova, que pode ter custado o título.

Abaixo segue o vídeo do European Handgun Championship de IPSC 2016 sediado na Hungria e mais abaixo a última etapa do Campeonato Brasileiro sediado na cidade de Medianeira/PR (com direito e conhecerem meus técnicos no final do vídeo, rs…):

European Handgun Championship – Hungria 2016

Etapa Final do Brasileiro de IPSC – Medianeira/PR 2016

Um agradecimento especial a estes caras abaixo. Sem eles nada disso seria possível.

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Tanfoglio – www.tanfoglio.it

Guga Ribas – www.gugaribas.com.br

Lyon Bullets – http://projeteispintados.wordpress.com

Crossfit Campo Belo – crossfitcampobelo.com

Geco – geco-munition.de/geco-world/ruag.html

Clube de Tiro Águia de Haia – www.aguiadehaia.com.br

Tachyon – www.tachyoninc.com

Fellows – www.fellows.com.br

AHM – michael.ewerton@oi.com.br

Spotblu – silvio@sportblu.com.br

Vida de Atleta – TV Gazeta

Materia super bacana para a TV Gazeta no programa Vida de Atleta com o simpatico Maurio Galera. Gravamos no CT Águia de Haia e durante uma etapa do campeonato paulista em Atibaia.
Assistam o vídeo:

 

Panamericano de IPSC 2015 – Cuiaba/MT

O Pan deste ano foi realizado no Clube Pantanal, na cidade de Cuiabá/MT. Contamos com a participação de 15 países e apenas 300 atletas. A organização da prova foi impecável. O horário foi respeitado e todos trabalharam firme debaixo de um calor de 40ºC.

A prova estava mais travada do que aberta. Tivemos aproximadamente  3 pistas rápidas, sendo todas as outras com alvos tarjados, no shoots, plates distantes e uma pista de mão fraca muito difícil. Nessa pista tinham poppers, plates e 2 móveis distantes, sendo que 70% da turma da Standard, 78% da Production, 37% da Open, 88% da Classic e 100% do Revolver fizeram um hit factor abaixo de “1” e aproximadamente 50% desta turma zeraram a pista. Na minha visão essa pista foi complexa demais e talvez desnecessária.  Outra pista problemática foi a do bonde de número 7 – ninguém atirou nos 2 alvos em movimento a mais de 20m com no shoot central. Lógico que todos optaram em atirar nos alvos parados e parcialmente cobertos. Achei também, que faltaram pistas com mais opções de estratégia. A maioria só tinha uma ou duas forma de resolver, saindo na esquerda ou saindo na direita. Entretanto, isso não tirou o brilho da competição, que diante do nível técnico (precisão) foi digna de uma prova internacional nível IV.

Meu desempenho não foi dos melhores. Em alguns momentos me senti completamente desligado da prova, outros estava “pilhado” demais e isso me custou caro no primeiro dia de prova. Talvez os 4 dias debaixo de sol ministrando curso na cidade vizinha em Rondonópolis na véspera do Pan, tenham me causado um cansaço extra. Finalizei o dia em segundo lugar com 4 pontos atras do Alvaro Neto da Bahia. Já no segundo dia, cometi pequenos erros e continuei desligado, porém atirei melhor e retomei a ponta sem nenhuma penalidade. Finalizei o dia com 70
pontos na frente do argentino Patricio Roitman (Pato), resultado que me deixou bem confortável para o útimo dia de prova. Das 6 pistas restantes, fiz as 3 primeiras muito bem abrindo uma boa margem e as 3 últimas, infelizmente, fazendo uma penalidade por pista. Consegui finalizar o campeonato em primeiro lugar com 77 pontos na frente que representou 5% do total de pontos disputados. Ti Campeão Panamericano!

Depois de quase 5 anos disparando de Standard, resolvi dar uma pausa. Este Pan foi a minha despedida dessa divisão que me fez aprender muito. Nestes 4 anos e 11 meses participei de aproximadamente 80 provas e perdi apenas 6 (5 internacionais e 1 no Brasil). Não consegui meu objetivo principal de ganhar o mundial do ano passado, mas em compensação ganhei uma bagagem gigantesca. Hoje, sou um atirador muito mais completo do que há 5 anos atrás. De agora em diante vou buscar novas motivações na Production e voltar às minhas origens na Open. Mas pra ser sincero, vou mesmo em busca da diversão! Isso é o que importa daqui pra frente.

Parabenizo a todos da organização deste evento e a família Molina pela generosidade e hospitalidade. Agradeço meus patrocinadores: Tanfoglio, Lyon Bullets, GR Company e Ruag/Geco. Agradeço a todos que estão sempre na torcida me incentivando e é claro a minha esposa Tati que sempre me apoia, mesmo tendo que ficar sozinha por muitos dias do ano devido as incansáveis viagens de cursos e competições.

Vídeo exibido no Globo Esporte regional Mato Grosso no dia 11/08/2015 após o evento:
http://globoesporte.globo.com/mt/videos/t/globo-esporte-mt/v/cuiaba-sediou-pan-americano-de-tiro-pratico/4385637/

Overall Pan STD 2015

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Campeonato Brasileiro 2013 – Etapa Final – Recife

14/dezembro/2013 3 comentários

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A quinta e última etapa do Campeonato Brasileiro de IPSC 2013 foi realizada de 15 a 17 de Novembro na cidade de Paulista/PE. A FTPPE (Federação de Pernambuco) utilizou o estande Atire que tem o Sr José Porfirio como diretor. Foram 3 dias debaixo de muito sol, porém bem agradáveis devido a brisa que permaneceu presente.

Tivemos aproximadamente 300 atletas inscritos nesta etapa que excepcionalmente foi obrigatória e ainda por cima com peso dois na contagem do resultado final do ano. Foram 5 provas disputadas durante o ano e 2 descartes, tendo esta última etapa multiplicada por 2. Todos os “top shooters” brasileiros estiveram presentes, não só pelo título de campeão brasileiro que estava aberto em todas as divisões, mas também para brigar por uma vaga na equipe ou simplesmente conseguir uma das pouquíssimas vagas sobressalentes para o mundial de 2014 na Florida/EUA. O campeonato mundial acontece a cada três anos e tem suas inscrições limitadas por região (país). Mesmo o Brasil tendo muitos “slots” disponíveis, acaba não sendo suficiente para levar todos que tem vontade de participar desta prova que é a mais cobiçada de todas.

A prova foi extremamente organizada pela FTPPE que tem o La Place (PE) como atual presidente. José Porfirio (PE) foi o Match Director, José Carlos Belino (SP) foi o Ranger Master (juíz principal) auxiliado pelos Chiefs Ranger Officer Dalton Lima (RJ), Frank Stocklein (SP) e Gilberto Perdoná (SP). O Stats Officer (apuração) ficou na mão do Luis Cesar Costa (SP) auxiliado pelo Gemo (SC). Este time auxiliado por mais de 30 Ranger Officers e muitos outros da organização fizeram uma das provas mais organizadas do ano.

Foram 18 estágios divididos em 3 dias de prova mais o shoot off no final, que nada mais é que um duelo entre os 8 melhores de cada divisão: Standard, Open, Production, Classic e Revolver. O nível técnico foi razoável na opinião dos atiradores de ponta. Os esclarecimentos foram sempre os mesmos: “Os estágios estavam muito parecidos, alguns fundamentos foram esquecidos já outros muito intensificados”. Mas de forma alguma este pequeno detalhe foi capaz de ofuscar o brilho da prova.

Tivemos uma briga emocionante até o último disparo da última pista na divisão Standard e Production. Na Standard, eu tive pequenos problemas no primeiro dia de competição que me obrigou a me esforçar em dobro até o final. Por minha felicidade consegui buscar e finalizei a prova com apenas 10 pontos na frente do Eduardo Caldas (RN) e 11 pontos do meu parceiro de equipe Álvaro Neto (BA) de um total de 1600 pontos disputados, ou seja, a diferença entre nós 3 não chegou a 1%. Já na Production, o grande vitorioso foi o Allison Verício (MG) seguido com 2 pontos de diferença pelo atleta revelação do ano Felipe Sarkis (DF) e 13 pontos para o atual campeão Luis Ishihara (DF). Já na Open João Carlos Stevenson (SP) vem sobrando e garantiu com folga a vitória. Há muito tempo eu não assistia uma disputa tão apertada em uma etapa brasileira.

Já no ranking e resultado final do ano, ficou assim. Lembrando que os 4 primeiros de cada divisão irão integrar a equipe para o mundial de 2014.

STANDARD:
Campeão – Jaime Saldanha Jr – 400%
Vice Campeão – Álvaro Neto – 390%
Terceiro – Francisco Dudu Caldas Jr – 381%
Quarto – Lucimar Domingues – 365%

PRODUCTION:
Campeão – Luis Henrique Ishihara – 398%
Vice Campeão – Allison Verício – 396%
Terceiro – Felipe Sarkis – 389%
Quarto – Augusto Ribas – 351%

OPEN:
Campeão – João Carlos – 400%
Vice Campeão – Ildeu Heller – 363%
Terceiro lugar – Marcio Gabriel – 361,4%
Quarto lugar – Leandro Boaventura – 361,3%

REVOLVER:
Campeão – Wagner almeida – 397%
Vice Campeão – Moacir Azevedo – 392%
Terceiro lugar – Daniel Polverini – 356%
Quarto lugar – Rogério Rosas – 342%

CLASSIC:
Campeão: Henrique Pereira – 400%
Vice Campeão – Antonio Roney Lobo – 394%
Terceiro lugar – Marcelo Sabbá – 360%
Quarto lugar – Alecssandro Dutra – 353%

XXV Brasileiro de IPSC – etapa final 2012 – Duque de Caxias/RJ

19/novembro/2012 4 comentários