IPSC World Shoot – Chateauroux/France

27/setembro/2017 3 comentários



O campeonato mundial 2017 de IPSC aconteceu em Chateauroux – uma cidade no centro da França com aproximadamente 40 mil habitantes, localizada a 270 km de Paris. A prova aconteceu entre os dias 27 de agosto a 3 de setembro, com a participação de 1500 atletas de 87 países, disputando em 5 divisões – Open, Standard, Production, Classic e Revólver. O World Shoot de IPSC acontece a cada 3 anos e é como se fosse a nossa copa do mundo de futebol. Foram 6 dias de competição, disputando o lugar mais alto do podium.

Esse foi meu 7° campeonato mundial, e depois do mundial de 2011 e 2014 disputando de Standard, retornei as minhas origens e voltei a atirar de pistola Open. Infelizmente não consegui treinar o quando gostaria e deveria, mas me preparei o tanto que pude e realmente fui muito confiante a conquistar o título de campeão mundial. Sempre soube que disputaria de igual para igual, com pelo menos 15 atletas do mesmo nível – entre eles, o campeão mundial de 2014, o europeu de 2016, além dos campeões da Australasia e os tops Americanos. Mas segui confiante desde o início. Meu objetivo era fazer meu tiro. Fazer o que sei e não errar.

No primeiro dia de prova (segunda-feira) estava bem tenso e comecei numa pista grande. Na pista de nº 20 tivemos alvo a 25 metros, muitas chegadas de posto, tiro em movimento e 3 alvos no final para “acelerar”. A adrenalina era grande e se pudesse não escolheria essa pista para iniciar a prova. Fiz o melhor tempo, porém com charlies a mais do que deveria. Para minha surpresa, no final do dia descobri que havia ganho a pista, não poderia ter começado melhor. Depois, fiz uma pista péssima de mão fraca e outras razoáveis. No final do dia arrisquei em um alvo móvel, o que não deveria, e acabei fazendo meu primeiro miss da prova. Finalizei o dia em 8° a 28 pontos do KC Eusebio (EUA), que iniciou a prova liderando.

No segundo dia (terça-feira) fui cuidadoso e um pouco mais lento. Ganhei mais 1 pista e finalizei o dia bem e satisfeito. Subi para a 5° colocação.

O terceiro dia (quinta-feira, após a quarta de folga) foi um pouco pior, sem penalidades, mas atirei muito mal na pista grande. Com isso perdi pontos preciosos e voltei para a 7º colocação, a 22 pontos do Max Michel, que “destruiu” a área 1.

Meu quarto dia (sexta-feira) foi impecável. Atirei bem todas as pistas da área 2, assim como meu companheiro de squad – Jorge Ballesteiros. Esse foi meu melhor dia, e tanto eu quanto Jorge subimos muito. Finalizei em 3° a 16 pontos do Jorge, que assumiu a liderança, e a 2 pontos do KC Eusebio que estava em segundo.

Considero o último dia dessa competição (sábado) o dia mais importante da minha carreira. Estava bem tenso e comecei na pista 14 – com 3 poppers em 2 posições ajoelhado. Atirei bem e ganhei a pista. Na seguinte – pista 15 do túnel de cooper, tive um extra shoot e a pontuação não foi das melhores. Entretanto, fiquei “no bolo”. Na de nº 16 – a pista da algema, infelizmente não dei sorte. O nó rodou pra dentro e a corda ficou curta. Com isso não consegui alcançar o popper da esquerda. Perdi quase 4 segundos e 18 pontos apenas nessa pista. Lógico que isso me desestabilizou, mas segui confiante para a pista grande do dia. Pista 17 – a maior e mais difícil do mundial de 2017.  Nessa pista tínhamos 2 estratégias principais: a primeira seria ir até o final da pista e finalizar em um alvo visível a 45 metros de distância através de uma janela baixa. Na segunda estratégia eliminaríamos uns 15 metros de corrida. Entretanto, esse mesmo alvo que faríamos ajoelhado, teríamos que fazer a 55 metros, estando ele parcialmente visível logo da “start line”. Lógico que essa estratégia seria muito mais arriscada, mas fizemos um cálculo rápido e ganharíamos de 5 a 6 segundos. Jorge foi o primeiro na pista e optou pela segunda estratégia. Ele fez a pista em 23 segundos e limpa. Impecável! Eu também rodei em 23 segundos, mas infelizmente tive um miss no alvo complicado. Mesmo com o miss fiquei bem classificado. Entretanto, nesse momento, o título de campeão do mundo escapou do meu alcance.

Faltavam 2 pistas para acabar. A 18 foi uma pista pequena e todos os competidores que estavam na disputa fizeram na média.  A última pista, de número 19, foi uma pista estranha na qual tínhamos umas 10 estratégias para escolher. Talvez por ser a última e pela tensão de todos, o walk through foi bem bagunçado. Pareciam 18 “perdidos” tentando encontrar a melhor maneira de resolver a pista. Meu pai havia me passado uma boa estratégia, mas mudei um detalhe. Após o bip, meu primeiro conjunto de alvos foram 2 alvos na vertical com 1 no-shoot no meio. Quando mudei de alvo, meu terceiro tiro tocou no no-shoot por não ter compensado o paralax. Esse alvo estava a menos de 5 metros de distância. Nesses poucos segundos, mil coisas passaram pela minha cabeça: ” perdi o podium por burrice minha, próxima chance só em 3 anos, nano to acreditando…”. Com isso foi notável o quanto me perdi na pista. Perdi o foco, errei feio e perdi mais 20 pontos muito preciosos. Verificando a pontuação no final, o tiro acabou não cortando a linha do no-shoot. Felizmente escapei de algo ainda pior.

Foi esse o meu mundial de 2017 e finalizei em quarto lugar. Na minha opinião, passou bem longe de ser um exemplo de prova. Não foi a minha melhor prova da vida, mas foi meu melhor mundial até hoje. Sigo contente por ter feito uma prova consistente e disputado lado a lado com atletas do mesmo nível. Fiquei decepcionado pelo meu último dia mas entendo que faz parte. Todos erram, mas quem ganha é quem erra menos. Mais um grande aprendizado e o melhor, eu senti o cheiro da vitória. Sigo com o mesmo objetivo de alcançar o título de campeão mundial em 2020. E da maneira que sempre fiz e aprendi com meu pai, vou seguir competindo de maneira ética, respeitando meus adversários e exigindo sempre o melhor de mim.

 

Não poderia deixar de agradecer as pessoas que me fizeram chegar até aqui. Sem eles eu não seria nada. Meu muito obrigado ao Mr Massimo, Mattia e Cristian da Tanfoglio, ao Marcelo Morbin da Lyon Bullets, ao Guga Ribas, Pedro Ribas, Diana e toda a equipe GR Company, ao Clube de Tiro Águia de Haia, a minha madrinha Maria do Carmo da Geco/Ruag, ao Raymond da Tachyon, ao Silvio da Sportblu, ao Michael Ewerton da AHM, ao Bob e Sahão da Crossfit Campo Belo, ao meu amigo Totti, ao André Lourenço que editou o vídeo acima, a todos aqueles que torcem por mim e em especial a 3 pessoas que sempre estão do meu lado independentemente de qualquer coisa: meu pai Roberto Saldanha, minha mãe Suzana e a minha esposa Tati. Sem palavras…

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Team Tanfoglio Brasil 2017 – Dália Amorim

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Praticantes e apaixonados pelo tiro prático como somos, eu e meu pai estamos sempre em busca de novos talentos.

No meio do ano passado, através do Facebook, vi um vídeo de Dália Amorim, uma atiradora de Maceió, que havia começado no IPSC há pouquíssimo tempo. Esse vídeo me chamou a atenção por um motivo – normalmente, quem começa no esporte, por mais preparado que esteja fisicamente, não consegue se movimentar com tanta facilidade. O que vi na Dália foi justamente o oposto – deslocamentos com explosão e velocidade,  porém sem muita técnica.

Na penúltima etapa do brasileiro em Manaus, tive o prazer de conhecê-la. Falei a respeito dos deslocamentos e perguntei quais eram suas pretensões no tiro prático. Dália agradeceu, disse o quanto se identificou pelo IPSC, e que desde então o esporte era sua prioridade. Me disse ainda, que era muito competitiva e que nunca deixaria de praticar o tiro.

Conversamos sobre meus cursos e 2 meses depois, ela veio para SP para 2 dias de aprendizado junto da nossa super campeã das antigas Carol Faci.

Se me dissessem para definir a Dália em uma palavra, eu diria: persistência! Ministro cursos com meu pai desde 2000 e vi poucas pessoas com a dedicação e força de vontade dela.

dalia_02Devido a imensa vontade de crescer e também atirar fora do Brasil, Dália viu a  necessidade de migrar para uma divisão oficial. Logo de cara eu indiquei a Production, que na minha opinião é a divisão mais interessante atualmente.  O objetivo era iniciar 2017 de equipamento novo. Ela foi atrás e há duas semanas, Dália já está com a sua Tanfoglio Stock II prontinha.

Mesmo com pouca experiência, ela já mostrou que não chegou para brincar. No seu primeiro ano de IPSC já finalizou como vice campeã brasileira na categoria Damas Light. O talento da Dália para o esporte, somado a dedicação nos treinos e persistência em busca da perfeição,  fizeram com que nós, da Tanfoglio Brasil e Cursos Águia , a convidássemos com muita honra a participar do nosso time.

Bem vinda, Dália! Que você venha para somar e tenha um brilhante futuro no nosso amado tiro.

 

Um pouco mais sobre Dália:

1) Como e quando foi seu primeiro contato com o tiro?
R: Meu primeiro contato com o tiro foi em 25 de Julho de 2015, onde ocorria uma prova de carabina de ar. Vi o convite aberto ao publico em um conteúdo informativo na academia e decidi participar. Até então sem nenhuma intenção de me tornar uma atleta de tiro esportivo. Tive a felicidade de conhecer o presidente do clube CATO (Clube Alagoano de Tiro Olímpico) e o interesse de conhecer o esporte mais a fundo. Após algumas semanas iniciei o treinamento de uma modalidade do tiro esportivo chamada “Duelo 20 segundos”. Nesta modalidade eu atirava com 5 armas curtas (pistola maior e menor, revolver maior e menor e snub). Comecei a participar das provas estaduais e logo me confederei a CBTE, participando das provas nacionais até Junho de 2016.

dalia_032) Como o Tiro Pratico surgiu na sua vida?
R: Em outubro de 2015 tive minha primeira vivência com o IPSC e no mesmo mês já participei da minha primeira prova no estado de Pernambuco. Achei esta modalidade muito desafiadora por envolver destreza sem perder a precisão. Desde então me propus a viajar pelo nordeste e adquirir mais experiência de prova e conhecimentos teóricos. Durante um pouco mais de 6 meses pude ir a provas em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia, após este período resolvi abandonar o tiro esportivo e me dedicar apenas ao IPSC, me confederei a CBTP e fui em todos os nacionais conseguindo o titulo de vice-campeã brasileira na divisão light, categoria damas. 

3- Quais os esportes já praticou e/ou pratica?
R: Venho de uma vida esportista e sempre cheia de desafios. Durante quase 4 anos fui surfista de body boarding, competi por um pouco mais de 2 anos corrida aventura, e no decurso de 6 anos fui atleta de alto rendimento de jiu jitsu pelo clube Gracie Barra. Hoje pratico musculação e exercícios funcionais que estimulem melhorias nas habilidades motoras voltadas para o IPSC. 

4- Como se sente indo para a divisão Production? Notou muita diferença da Glock 380 para a Tanfoglio Stock II 38sa?
R: Agora nesse ano de 2017 inicio um novo ciclo da minha jornada de atleta de tiro prático. Uma nova divisão (Production), nova arma, um novo calibre, algumas mudanças nas regras e muitos planos. Sem dúvida é praticamente um recomeço.  Sair de uma de Glock para um Tanfoglio é uma grande e notável mudança já no primeiro contato. Material, peso, gatilho, recuo, precisão, equilíbrio e até as mãos estão se adaptando aos novos calos. Ah! Por falar em equilíbrio, isto foi o mais senti. Apesar de estar atirando com um fator consideravelmente maior do que atirava, a Tanfoglio mostrou-se uma arma muito equilibrada e aí também entra o fator precisão. 

5- Como é sua rotina de treinos?
R: Treino em seco pelo menos 3 vezes por semana, 1 vez por semana vou até o Espaço Tático (estande indoor do meu amigo Flavio) e 1 vez por semana no CATO (estande aberto) onde treino exercícios mais complexos. Vale ressaltar que agora, após os treinamentos com o Jaime Saldanha Jr, eu aprendi como se deve treinar de verdade. Não faço muitos disparos por treino devido o alto custo dos insumos.

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Jaime e Dália em um dos cursos avançados realizados em Maceió em Jan/17.

6- O que acha do tiro em Maceió e no Brasil?
R: Apesar da antiga relação do país com o esporte, algumas pessoas ainda associam a prática do tiro com algo violento e espantoso, entretanto acredito que a marcante presença do tiro esportivo agora nas olimpíadas de 2016 tende a melhorar e mudar um pouco esse cenário. Já como CAC, citaria inúmeras dificuldades que nos deparamos e que comprometem nossa prática e consequentemente nosso desempenho. A começar por alguns incisos do R105, mas no momento não tornarei o assunto extenso. 

7- Quais são suas pretensões a curto prazo no Tiro Prático?
R: Neste ano de 2017 almejo o título de campeã brasileira na Production Damas e subir gradativamente no overall desta divisão. Pretendo fazer também algumas provas internacionais para ganhar experiência.

8- Possui algum outro apoio/patrocínio? Quais?
R: Além do apoio de vocês da Tanfoglio Brasil e Cursos Águia, eu recebi um apoio do Guga Ribas e da Lyon Bullets. Já estou usando todos os produtos da GR e os projéteis de 145gr modelo D20 da Lyon Bullets.

 

 

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E lá se foi mais um ano: 2016

Após disparar 4 anos na Standard e 1 ano na Production, achei que poderia ter alguma dificuldade de readaptação na minha boa e velha pistola Open.

Entretanto, ao contrário do que imaginei, os 5 anos de “Iron Sight” me fizeram evoluir em muitos fundamentos. Alguns até que eu desconhecia. A Production em específico, é uma divisão mágica. Se fizer um ou outro Charlie, mesmo com tempo mais baixo, normalmente você irá perder o estágio. É uma baita escola no sentido matemático do jogo do IPSC.
A troca de divisão é sempre muito válida, no meu ponto de vista. Basta reparar nos ponteiros pelo mundo, principalmente os americanos, que estão sempre “pulando” de divisão. No Brasil ainda não temos essa cultura, mas talvez seja questão de tempo.

Já percorri uma longa estrada. São 20 anos dedicados ao esporte, e sinto que nos últimos 3 amadureci bastante. Aprendi a controlar melhor minha mente, a administrar a ansiedade e o que sempre foi mais difícil para mim, lidar com minha própria pressão. Por não ter treinado nesse ano, fui obrigado a disparar com mais tranquilidade e segurança para não errar. A estratégia funcionou e foi nesse ano que fiz as minhas 2 melhores provas internacionais da minha vida. Finalizei o Flórida Open (vídeo) em primeiro lugar, sendo o único competidor sem penalidades em uma prova difícil e extremamente técnica. E no Campeonato Europeu, que aconteceu na Hungria, fui vice-campeão disparando bem e também limpo. Tive apenas uma falha grave na pista 6 da prova, que pode ter custado o título.

Abaixo segue o vídeo do European Handgun Championship de IPSC 2016 sediado na Hungria e mais abaixo a última etapa do Campeonato Brasileiro sediado na cidade de Medianeira/PR (com direito e conhecerem meus técnicos no final do vídeo, rs…):

European Handgun Championship – Hungria 2016

Etapa Final do Brasileiro de IPSC – Medianeira/PR 2016

Um agradecimento especial a estes caras abaixo. Sem eles nada disso seria possível.

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Tanfoglio – www.tanfoglio.it

Guga Ribas – www.gugaribas.com.br

Lyon Bullets – http://projeteispintados.wordpress.com

Crossfit Campo Belo – crossfitcampobelo.com

Geco – geco-munition.de/geco-world/ruag.html

Clube de Tiro Águia de Haia – www.aguiadehaia.com.br

Tachyon – www.tachyoninc.com

Fellows – www.fellows.com.br

AHM – michael.ewerton@oi.com.br

Spotblu – silvio@sportblu.com.br

Vida de Atleta – TV Gazeta

Materia super bacana para a TV Gazeta no programa Vida de Atleta com o simpatico Maurio Galera. Gravamos no CT Águia de Haia e durante uma etapa do campeonato paulista em Atibaia.
Assistam o vídeo:

 

Blindagem a toda prova – Volkswagen Magazine

Eu e meu pai, Roberto Saldanha, fomos convidados para participar desta matéria da revista Volkswagen sobre carros blindados. Vejam como é feito a montagem destes carros, cenas em super slow motion e mais… Ficou muito bacana! Assistam o vídeo:

Rockcastle 3 Gun Pro Am 2016

Minha primeira prova oficial de 3 gun disputada em Agosto deste ano (2016). Prova dinâmica onde atiramos com pistola, rifle (AR15) e Shotgun. Acredito que esta modalidade é o futuro!
Pelo que eu pude perceber, não existe um expert nos 3 tipos de arma. Cada um tem a sua especialidade e pelo menos uma deficiência. A minha, por exemplo, foi o rifle. Devido não poder atirar de AR15 no Brasil, eu acabei tendo um pouco de dificuldade, principalmente no início da prova. Atirar em alvos de 5 a 400m não é tão simples… Mas foi uma experiência incrível. Uma das provas mais divertidas que eu já atirei até hoje.
Fiquei em 4º lugar na divisão Open e em 7º no geral.

Dedico esta vitória ao meu querido “Pepino” – I Brasileiro de IPSC 2016

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O campeonato brasileiro de 2016 começou com força total. O palco do evento foi o Clube de Tiro de Atibaia que fica a 80Km do centro de São Paulo. Tivemos lotação máxima e os squads ficaram com aproximadamente 17 competidores divididos nas 18 pistas. Além dos 300 competidores no main match, tivemos quase 100 competidores no pre match incluindo os ROs. Acredito que tenha sido o maior Brasileiro de todos os tempos em todos os sentidos.

As pistas tiveram um alto nível técnico e bastante diversidade nos fundamentos. Tivemos poppers a 45m, alvos até 40m e muitos móveis com no-shoot, exigindo o máximo de cada atirador. Uma novidade para muitos foi o EMS (Eagle Match Score), sistema de apuração desenvolvido por um grupo de amigos do Águia de Haia, tendo meu pai, Roberto Saldanha, encabeçando o projeto. O EMS já está em teste há algum tempo nas provas da FPTP. Dispensa o canhoto de papel e após a confirmação do competidor no tablet, o resultado já está inserido sem a necessidade de uma equipe de digitadores. Uma maneira de evitar erro de digitação e garantir o resultado após o último tiro da prova. A equipe do EMS tb colocou uma televisão com o resultado em tempo real por área. Rápido, eficaz e interativo! Foi super aprovado por todos!

Disparei no squad 15 composto somente por amigos e na grande maioria atiradores top disparando de Tanfoglio. Desse squad saiu o campeão Open overall, Classic overall e os 5 primeiros da Production overall.

Já pensando no mundial de 2017, nesse ano resolvi voltar de vez para a divisão Open. Fiz minha segunda prova do ano e me senti muito a vontade mesmo numa prova tão difícil e sem tempo para treinar. Desde o início do ano devo ter dado pouco mais de 500 disparos.

Acredito que a Open seja realmente minha principal divisão. Entretanto, reconheço que minha passagem pela Standard e Production foi de extrema importância. Aprendi muito nesses últimos 5 anos. Alguns fundamentos foram lapidados e hoje estou disparando de open com mais facilidade e segurança. Fiz 96,1% dos pontos possível nesta prova. Mais uma vez agradeço: Lyon Bullets, Tanfoglio, Guga Ribas, AHM, SportBlu e Geco.

Finalizo esse post dedicando minha vitória ao meu maior fã e amigo, “Pepino”. Sem dúvida ele foi a pessoa que mais torceu por mim ao longo destes 20 anos de tiro. Tanto é que eu fazia questão que ele fosse o primeiro a saber das minhas principais conquistas fora de Atibaia. Sempre ligava ou mandava mensagem… Ele vibrava e chorava cheio de orgulho. Sempre ajudou nos meus treinos, nos meus cursos e até estratégia de pista ele já me passou. Por coincidência ele começou a trabalhar para a FPTP no mesmo ano que eu comecei no tiro, em 1996. Desde então iniciamos uma amizade que será pra sempre. Infelizmente ele nos deixou no dia 14/03/2016 na véspera do Campeonato Brasileiro. Um cancer avassalador não deu chances pra ele. “Obrigado por tudo Pepino. Vou continuar me dedicando para te encher de orgulho aí no céu!!!”

Pepino

Nosso grande “Pepino” em alguma confraternização da FPTP

 

Super Squad 15

Super Squad 15

 

Overall Open Division

Overall Open Division

 

Verify Jaime S Jr

Verify Jaime S Jr

Resultado completo: http://fptp.org.br/cta/